Nós levantamos cedo, enfrentamos calor, chuva, frio, sono. Treinamos sempre, independente de qualquer adversidade que tenhamos que enfrentar. O que mais chama a atenção é que não recebemos nenhum incentivo financeiro para encarar estes desafios…
Quem somos nós? Os ilustres desconhecidos atletas amadores.
Não importa se somos triatletas, corredores, ciclistas, nadadores. Buscamos nosso bem estar, nossa qualidade de vida.
Mas o que nos mantém entusiasmados? Qual a força que nos faz levantar cedo, antes do sol romper a linha do horizonte? Qual a força que nos faz recusar um convite dos amigos para sair, beber, nos divertir?
Todo atleta amador sabe da importância das metas em nossa vida esportiva como combustível para que o entusiasmo não se desfaça.
Mas agora eu lhe peço um minuto de reflexão: Como você traça suas metas? Quais seus objetivos no curto, médio e longo prazo?
Pare um pouco mais para pensar… O que diferencia nossas metas de nossos sonhos?
Quando um atleta amador rompe um novo ciclo, geralmente marcado pela passagem de ano, acaba fazendo mentalmente sua estrutura para o novo período. Quais provas eu devo participar, o que pretendo para mim.
Aqui começam as principais diferenças. Talvez o atleta se imagine correndo mais rápido, pedalando melhor, sendo mais disciplinado nos treinos, perder aqueles quilos que insistem em se manter em nosso abdome. Será que podemos chamar isso de metas?
Não, caro leitor. Os exemplos acima são nossos sonhos. Indispensáveis, sem dúvida nenhuma. Mas sonhos, por serem vagos, perdem a consistência muito fácil. Fica difícil manter o foco em nossa evolução quando nos baseamos apenas em sonhos.
Mas como transformar sonhos em metas? Apenas uma palavra, OBJETIVIDADE.
Um sonho pode se tornar facilmente uma meta quando relacionamos um valor a ele.
Quero correr mais rápido… Quanto mais rápido? Quando isso pode acontecer?
Quero perder peso…. Quantos quilos? Dentro de que prazo?
Quando traçamos algo objetivo, tudo fica mais fácil. O caminho pode ser dividido, um passo por vez, e assim podemos enxergar nossa evolução, fazer correções ao longo do caminho, buscar a melhor forma de alcançarmos nossas METAS.
E para finalizar, não podemos nos esquecer da dose. “A virtude está no meio”. Metas audaciosas em excesso pode nos fazer desistir, nos desanimar por não conseguirmos manter o caminho traçado. Por outro lado, metas fáceis demais pode fazer com que as esqueçamos, não dando valor devido a elas.
E não tenha medo de repensá-las. As vezes o imponderável surge em nossas vidas, as vezes notamos que no entusiasmo do momento, nossas metas podem estar acima de nossas capacidades momentâneas. Mas não as abandone, repense-as, reestruture-as. Assim você consegue manter todo o entusiasmo necessário para continuar acordando cedo, dispensar as baladas desnecessárias, vencer o cansaço.
O atleta amador deve sempre encaixar sua vida pessoal em seus planejamentos de treino, nunca mudar tudo em sua vida pessoal para que ela se encaixe nos treinamentos.
Obs. O texto acima foi inspirado/adaptado do capítulo I do livro The Triathlete Training Bible, de Joe Friel. Aliás, uma excelente recomendação para todos que se interessam por treinamento esportivo. À venda na Amazon por US$ 16,47. Vale a compra…
O encerramento do post veio das sábias palavras que ouvi ao longo de meus treinos com Vinícius Dias Santana, hoje Head Coach da Ironguides.
Belo texto.
Inspirador.
Belo texto!!!
Acredito que sem traçar meios, caminhos, as metas tbm viram sonhos…
E pra isso, precisamos ter comprometimento. Que é o que separa praticantes eventuais do esporte dos atletas amadores (alguns semi-profissionais)!
Sempre sonhei em correr 10km. Virou meta no dia em que começei a treinar e realidade qdo completei minha primeira prova. Sonhava em fazer a Meia maratona. Virou meta qdo marquei a estreia pro Rio em julho e iniciei as novas planilhas de treino… Agora o sonho é a Maratona… ainda não traçei a meta, mas já sei que vai ser um caminho dolorido, mas gratificante…
O melhor de tudo isso é ver nossos sonhos evoluindo para metas e se transformando em conquistas!
Bons treinos!
@PaulinhaCoghi
Belo texto, Edu!
Sóbrio. Realista. Até emblemático.
Ando com muito medo de ter que rever minhas metas de corrida. Por enquanto vou prosseguindo.
Abraços!
Joel
Edu,
Numa de nossas conversas, você já tinha me dito isso: não adianta só pensar no que quer fazer, tem que ter objetividade e traçar metas, planos, direcionamentos pra que esses sonhos se tornem realidade.
Confesso que o meu primeiro ano de corrida foi construído na base de muitos sonhos, mas sem grande planejamento. Fiz uma corrida de 5K, gostei, mudei pros 10K, continuei gostando… Só quando procurei uma assessoria (sem muita vontade, confesso), que vi que os meus sonhos poderiam não mais se realizar se não tive metas, perseguisse alguns resultados.
Acho que começo a colher os resultados dessa mudança de posicionamento: treinos mais consistentes, tempos baixando continuamente, foco total nas provas elencadas… Espero não ter que mudar os meus rumos, vamos ver!
Você demonstra essa determinação que persigo a duras penas. Isso é inspirador! E sempre te digo: se precisar de alguém pra te ajudar a superar suas metas, estou junto!
Grande beijo!
É isso aí Edu… sem metas, sonhos não se realizam ! e não precisamos temer repensá-las para que se torne possível .
bjão
Fala Edu.
Eu nem tava sabendo que vc tinha cogitado acabar com a sua vertente bloguistica-redatora-opinativa-emblemática-sócio-político-WorldPeace. Mas pelo texto, acho que os leitores aqui saíram ganhando!
Não tem como não se identificar com o seu conteúdo. Todos sonhamos mas apenas alguns transformam o sonhos em metas. O seu ponto sobre definir metas realistas e alcançáveis é perfeito. Cabe como uma luva no âmbito esportivo mas se aplica à tudo na vida.
Valeu. Se demorar um ano pra sair um outro post, não tem problema. Vale a espera!
Abs e bons treinos (e textos)!
Shigueo
Parabens pela matéria, mt boa!!!