Antes de postar o artigo deste mês do nosso colaborador Rodrigo Tosta, da IronGuides, vou aproveitar para me desculpar por minha ausência durante este período. Uma grande reviravolta em minha vida pessoal me fez “abandonar” por alguns longos dias as atualizações do site. Fica aqui9 minha promessa: Isto não voltará a acontecer.
E agora chega de embromação, Rodrigo nos brinda este mês com um artigo sobre as Tri-Bikes. Conforto, beleza, performance? O que vale mais?
TRI-BIKE: BONITA OU EFICIENTE?
Todo triatleta gosta de bicicletas. Para a maioria, elas são o equipamento mais charmoso do esporte, carregam consigo algumas características que identificam seus usuários, conferem status e muitas vezes autoconfiança.
Dentro desse contexto, os fabricantes lançam, todo ano, bicicletas mais leves, rígidas, aerodinâmicas e com designes cada vez mais futuristas. É comum olharmos os catálogos ou revistas especializadas e ficarmos literalmente vidrados com os modelos expostos.
Conceitualmente, quanto mais “agressiva”, mais aerodinâmica e mais atraente é a bike. Olhando as bicicletas dos atletas profissionais, observamos normalmente, que estas têm um desnível considerável entre o selim e o guidão. Mas será que esses conceitos são aplicados a todos os atletas?
Devemos tomar como base o princípio da individualidade biológica, que diz que cada ser humano é único e essa singularidade deve ser respeitada. Outro ponto a ser observado é que os profissionais, são atletas geneticamente privilegiados, além de terem uma enorme “bagagem” de anos praticando o esporte e na grande maioria das vezes um tempo disponível para treinamento bem superior ao dos atletas amadores, o que lhes dá uma condição diferenciada para suportar determinadas imposições feitas na busca dos melhores resultados.
Atletas amadores de provas curtas podem até se dar o luxo de não se preocupar tanto com conforto, mas atletas que pensam em participar de competições de Ironman e/ou de 70.3 não podem abrir mão desse quesito ou estarão fadados a pagar um alto preço na etapa de corrida e consequentemente no seu tempo final de prova.
A posição aerodinâmica nada tem a ver com o quanto seu guidão está baixo em relação ao selim (desnível). Tem sim, relação com o quão forte você consegue pedalar naquela posição, por quanto tempo e em que condições sairá para correr depois. A melhor posição aerodinâmica é aquela que você consegue sustentar quando está cansado! De nada adianta estar muito agressivo se você a toda momento muda de posição para relaxar o pescoço ou as costas, fazendo com que o arrasto aerodinâmico aumente.
Portanto, mesmo que sua bike não fique tão “bonita” pendurada na área de transição, pense que ela será mais eficiente e te levará em melhores condições a cruzar a linha de chegada!!!
Rodrigo Tosta, Coach – Rio de Janeiro, Brasil

http://www.ironguides.net
* * * Your best is our business.™ * * *
a bike tb deve dar conforto, como vc falou em um post.
agora, acho estranho que atletas amadores usem capacetes aeros. sinceramente, eles precisam de conforto e não milésimos de segundo.
a posição na bike, clipado, tb tem muito de aliviar os musculos que são mais usados na corrida, certo?
Pois é Eduardo,
Aí te pergunto: precisa realmente ser uma bike de contra-relógio? Ou não poderia ser uma de speed mesmo, só que com algumas adaptações?
Abraço
Léo,
Não é que seja extremamente necessário, mas uma TT (Time Trial) traz algumas boas vantagens.
Primeiro a aerodinâmica, mas fica aqui a primeira dualidade. Até que ponto o conforto pode ser deixado de lado em detrimento a aero…
E segundo, o grupamento muscular requisitado na Tri Bike deixa sobrar os músculos posteriores para a corrida.
Acho que tudo é uma questão de equilíbrio. Se for para se comprar uma bike nova, aí o investimento numa TT é justificável. Agora, se já tem uma boa speed, a adaptação é uma saída econômica e sem perder tanto em performance.
Tri Abs
Pois é Eduardo,
Aí te pergunto: precisa realmente ser uma bike de contra-relógio? Ou não poderia ser uma de speed mesmo, só que com algumas adaptações?
Abraço
Pois é Eduardo,
Aí te pergunto: precisa realmente ser uma bike de contra-relógio? Ou não poderia ser uma de speed mesmo, só que com algumas adaptações?
Abraço