A reconsideração…

Este post poderia ter diversos nomes… Só não muda de opinião quem não as tem, O recomeço, A Fênix ou ainda, talvez o mais simbólico deles:
Obrigado amigos…
Na virada do ano, não é segredo para ninguém, decidi por fim às atualizações do site.
Após essa decisão, devidamente explicada no post de despedida, muitos vieram me procurar, pessoalmente, por email, pelo twitter para demonstrar suas opiniões sobre esta interrupção.
Uma das justificativas desta minha decisão, ficava por conta da qualidade, que havia deixado de ser muito presente nos posts. Mas isso era na realidade a minha opinião…
Estes que me procuraram, em sua extensa maioria, me diziam, sou contra, mas respeito sua opinião, sua vontade. Diziam que eu não deveria deixar o site de lado, que o que eu fazia era importante em certos momentos para certas pessoas.
Durante este período, andei pensando bastante (e antes que alguém venha com alguma gracinha… sim eu consigo andar e pensar ao mesmo tempo!!!). Se todos me diziam o contrário do que eu mesmo achava, que havia falta de qualidade, de regularidade, de repente me caiu a ficha… que estava errado era eu. Eu estava me cobrando mais do que devia e passei a privar os amigos de compartilharem comigo meus pensamentos, minhas idéias.
Hoje pela manhã, novamente encontrei um amigo treinando na USP e nos poucos segundos que conversamos, uma frase se destacou… “fiquei triste”. Caramba, como posso eu, alguém que preza a amizade, poder deixar um amigo triste, por minhas próprias atitudes?
Nos 6 km restantes de meu treino, pensei profundamente sobre este período de afastamento ne tomei a decisão de retomar as atualizações do site.
Será da mesma forma?? Aí eu me pergunto: que forma?? O site sempre prezou pela diversidade de matérias, pelas pitadas de opiniões próprias temperando os posts.
O site, vai passar a receber além da linha editorial que já existia, meu caminho de preparação para minhas metas deste ano, a minha primeira maratona e meu primeiro 70.3 (Half IronMan).
Gustavo, pode deixar que seu espaço aqui está mais que separado, sei da importância dos desafios que vem por aí.
Aranha, eu faço a entrevista com você nem que tenha que furar os pneus da careira de rodas, aí enquanto você troca as câmaras, eu anoto as respostas!!
Então preparem sua paciência, estamos de volta, sem cobranças, sem periodicidade, apenas escrevendo para aqueles que queiram partilhar estas idéias comigo, ou seja, meus amigos. Portanto termino com o post de recomeço com o nome que deveria estar lá em cima, mas se eu ponho este perco a chance da poesia…

Obrigado Amigos!!!

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POST CANCELADO – Fim de um ciclo

O POST ABAIXO FOI CANCELADO POR FALTA DE INTERESSE PÚBLICO

Uma decisão difícil, em que muitos aspectos foram levados em consideração. Chegamos ao fim…
Foi notória a redução da quantidade e principalmente da qualidade dos textos postados no site nos últimos meses. Como eu havia citado anteriormente, até como um pedido de desculpas, minha vida passa por um momento de transformação muito grande. Durante este ano de existência, me dediquei bastante ao site, fazendo tudo de coração para que o resultado fosse satisfatório. Mas o momento fez com que eu não sentisse que aquilo que estava sendo veiculado, assim como o quanto, não me deixavam mais feliz. E a péssima (ou ótima) mania que eu tenho é de que se eu não puder fazer algo bem feito, que isso então não seja feito.
Acabei por escolher um dia de passagem, de fim/início de ciclo, para dizer adeus. A partir de hoje, as atualizações do site param de acontecer, assim como os comentários não seram mais permitidos. O conteúdo permanece, pois tenho a certeza que em algum momento ele pode ajudar alguém, em algum lugar do mundo.
Obrigado a todos que durante este ano me prestigiaram, ajudaram com elogios e críticas, foram bons momentos juntos. Foram mais de 20.000 acessos neste período.
O site estaciona no tempo, mas a filosofia TR3S MEIOS não.

Mais uma vez meu MUITO OBRIGADO!!

Eduardo Austregesilo
TR3S MEIOS 
Editor/Web Designer/Fotógrafo/Revisor e etc…

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Treinador, o seu “melhor amigo”! – Dicas de Treinamento IronGuides

Hoje vou tentar deixar minhas palavras de lado, apenas dizendo que uma incrível coincidência trouxe este texto exatamente hoje. Independentemente da decisão a ser tomada, este texto vai para você, meu amigo Joel Leitão.

Treinador, o seu “melhor amigo”!

Com o crescimento do triathlon, surgiram muitas assessorias esportivas, mas ainda hoje discute-se muito a necessidade ou não de se ter um treinador. Para chegarmos a uma conclusão sobre esse assunto, devemos antes de qualquer coisa, entender qual a função do treinador e que benefícios ele pode trazer ao atleta, seja ele profissional ou amador.

O trabalho do treinador deve ir muito além de passar os treinos numa planilha. Ele deve, sempre que possível, estar disponível para ajudar com ajustes no seu plano de treinos. Em alguns momentos, determinados padrões pessoais de atitude, de comportamento e de pensamento podem interferir ou ser aproveitados para melhorar seu desempenho. Um bom treinador deve saber identificar quais padrões potencializar e quais minimizar para que você tire o maior proveito dos seus treinos.

Ele também deve ter um olhar mais amplo sobre o treinamento e ter o cuidado de salientar como você pode melhorar a cada dia se souber lidar com os fatores estressantes tão comuns na vida cotidiana. Deve entender que o treinamento vai além dos aspectos físicos e ajudar você a tirar o máximo de si e do tempo que tem disponível. Deve colocar sua saúde e felicidade como prioridade n º 1 e ver seu treinamento e resultados como uma maneira de desfrutar melhor do estilo de vida saudável que o triathlon pode proporcionar.

O trabalho do treinador se baseia num relacionamento onde precisa conhecer e compreender seus pontos fortes e fracos para ajudá-lo a melhorar seus resultados nas provas utilizando, por vezes,conselhos óbvios e às vezes, não tão óbvios. Seu trabalho é motivar, incentivar, lembrar, reforçar positivamente, e sim, às vezes, “censurar”.

Uma boa dica para o atleta é ter um diário de treino, onde possa relatar os resultados obtidos, desde distância percorrida, tempo do treino, percepção de esforço, clima, umidade, horário de treino, alimentação e hidratação antes, durante e após o treino, estado emocional antes do treino, fatores de estresse do dia e muitos outros detalhes que o atleta possa julgar importante. De posse destas informações o treinador terá respaldo para fazer as adaptações necessárias em sua planilha.

Antes de decidir se precisa ou não de um treinador, avalie se todos os aspectos supracitados fazem sentido para você. Se sua decisão for positiva, procure um treinador que tenha experiência na área, seja especializado no assunto e que possa te proporcionar todos os aspectos mencionados anteriormente, para que realmente valha à pena seu investimento.

Se você tiver, com seu treinador, uma relação que possamos chamar de ideal, provavelmente ele se tornará um de seus “melhores amigos”!

Rodrigo Tosta, Coach – Rio de Janeiro, Brasil

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Festival de Triathlon Pererê – Adiamento

Conforme email recebido da 3IN – organizadora do evento, o 1º Festival de Triathlon Pererê foi adiado indeterminadamente por razões operacionais.
Mais informações podem ser obtidas com a o0rganização pelo site www.3in.org.br

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Projeto Pererê – A inclusão de deficientes físicos no esporte

1º Festival de Triathlon Pererê

Recebi nesta tarde um email do amigo Fernando “Aranha” Rocha, triatleta e portador de deficiência física trazendo uma notícia importante. Um festival de esportes em que haverá o lançamento do Projeto Pererê, que promoverá o incentivo à prática de esportes por deficintes físicos.
Abaixo a transcrição do email e alguns detalhes sobre o Projeto Pererê.
Em breve mais informações.

SOBRE O FESTIVAL
13/12/2009 – Das 6h às 14h.
O I Festival de Triathlon 3IN Perere – A Tribuna marca o lançamento do Projeto Pererê que irá tornar possível a prática de esportes de muitos deficientes no Brasil.
Um dia de esporte, confraternização, superação e solidariedade, em uma prova de triathlon que poderá ser feita individualmente ou em revezamento.
Atletas amadores e profissionais, celebridades e entusiastas unidos por uma boa causa. Toda a verba arrecadada com as inscrições será revertida ao Projeto Pererê.
Participe!

SOBRE O PROJETO
O projeto Pererê é uma iniciativa da 3IN, que acredita no envolvimento da pessoa com deficiência no esporte aumentando sua auto-estima, independência e melhora da qualidade de vida.
É com este objetivo que o trabalho é realizado na aquisição de equipamentos tecnológicos e especializados que possibilitam o desenvolvimento dessas pessoas na prática de atividade física profissional ou amadora.
Itens como cadeiras de rodas e próteses de alto custo, são entregues a atletas pré cadastrados no programa e que buscam no esporte realização pessoal e superação.
Através do apoio de patrocinadores, parceiros e doações, o projeto Perere pretende dar continuidade na assistência a estes atletas.

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#twittersrunday – O dia em que o mundo correu…

Ok, alguns triatletas devem estar se perguntando, mas que diacho é isso desse título aí de cima??
Vamos para uma breve história…
Quando comecei a utilizar o Twitter, pensei em usá-lo como instrumento para divulgação do site, já era uma ferramenta que crescia no Brasil a olhos vistos e o interesse aumentando cada vez mais. Aqueles que passaram a me seguir no twitter tinham naturalmente um viés de triathlon e corrida, aliás, nada mais natural. E a quantidade de corredores sempre foi infinitamente maior que a de triatletas.
Até que um dia, @correguto (nick do Guto de BH no TT) ao se inscrever para uma prova de corrida, teve a brilhante idéia de incluir no campo “nome da equipe” na ficha de inscrição, o nome Twitter’s Run, já que não participava de nenhuma assessoria esportiva. Nascia a “hash tag” #twittersrun.
Se você está lendo até aqui e não entendeu nada sobre estes termos, recomendo a leitura da matéria sobre o Twitter na Revista Contra Relógio (@contra_relogio) de novembro, escrita pela jornalista Yara Achôa (@yaraachoa), ela mesma uma membro do #twittersrun, que conta inclusive a história completa que eu comecei a narrar aí em cima.
A coisa foi tomando tamanha forma, que um pouco antes de acontecer a prova dos 600k da Nike, alguém teve a idéia de “batermos” essa quilometragem. Nascia o #twittersrunday, diversos corredores do #twittersrun ao redor do mundo (sim, eu disse mundo, estamos espalhados pela superfície deste planeta) correndo e postando suas distâncias percorridas nos dia 14 e 15 de novembro. Nas fotos abaixo, os membros estão vestindo as camisetas criadas especificamente para a data.
E para a Volta da Pampulha teremos mais… Isso aqui meus amigos, é só o começo.

Tri Abs

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E o primeiro aniversário chegou…

Aquilo que começou como um sonho maluco chegou ao seu primeiro aniversário neste dia 8 de novembro. Puro clichê, mas parece que foi ontem. A brincadeira tomou corpo, cresceu, chegamos a ser sondados para nos juntar a um outro grande site de triathlon, os fieis leitores nos acompanharam durante este período, comentando, criticando e acima de tudo, nos elogiando.
Muitas alegrias durante este tempo, o reconhecimento dos triatletas que encontrei pelo caminho, que de uma forma ou de outra tiveram contato conosco.
E aqui cabe também meu agradecimento àqueles que tanto ajudaram neste crescimento. Vou citar alguns nominalmente, não poderia deixá-los no anonimato.
Primeiro aquele que mais me incentivou nesta criação, dando palpites, força e não me deixando desanimar, meu amigo e triatleta Vagner Bessa, o primeiro atleta TR3S MEIOS de verdade.
Meu mentor de treinamento, que apesar de estar do outro lado do mundo e não mais me treinar diretamente, deixou plantadas as idéias e a cultura de bem estar pela atividade física, Vinicius Dias Santana, o Vinnie, hoje um coach de respeito na IronGuides.
De lá também um grande colaborador e representante dos caras aqui no Brasil, Rodrigo Tosta, que mensalmente nos brinda com textos excelentes e bastante comentados e elogiados.
Todos
E mais aqueles que sempre elogiaram o site, fazendo desta forma uma onda de entusiasmo crescente que não me deixava desanimar nos momentos mais complicados, minha companheira de treinos Deise Jancar, Vivi, Edson Maisonette, O pequeno grande triatleta Lucas Santana, destaque numa matéria do site, Leonardo Binda(correndonailha.blogspot.com), Xampa (umpacedemagica.blogspot.com), Claudinha, triatleta e super mãe (ironmanumainsanidade.blogspot.com), Teddy (timetraining.blogspot.com), Tuco (tcprojetotriathlon.blogspot.com), o ultra Joka (joka-nasmaosdedeus.blogspot.com), meu atual coach Fernando Bernardi (www.findyourself.com.br) e a lista não acaba!!!
Eu sei que esqueci de alguém, só não sei de quem, ainda. Para estes eu já peço desculpas adiantadamente…

Obrigado a todos vocês, de coração. Vocês tornaram um sonho maluco numa maravilhosa realidade, mais uma vez obrigado…

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Tri-Bike: Bonita ou Eficiente – Dicas de Treinamento IronGuides

Antes de postar o artigo deste mês do nosso colaborador Rodrigo Tosta, da IronGuides, vou aproveitar para me desculpar por minha ausência durante este período. Uma grande reviravolta em minha vida pessoal me fez “abandonar” por alguns longos dias as atualizações do site. Fica aqui9 minha promessa: Isto não voltará a acontecer.
E agora chega de embromação, Rodrigo nos brinda este mês com um artigo sobre as Tri-Bikes. Conforto, beleza, performance? O que vale mais?

TRI-BIKE: BONITA OU EFICIENTE?

Todo triatleta gosta de bicicletas. Para a maioria, elas são o equipamento mais charmoso do esporte, carregam consigo algumas características que identificam seus usuários, conferem status e muitas vezes autoconfiança.
Dentro desse contexto, os fabricantes lançam, todo ano, bicicletas mais leves, rígidas, aerodinâmicas e com designes cada vez mais futuristas. É comum olharmos os catálogos ou revistas especializadas e ficarmos literalmente vidrados com os modelos expostos.
Conceitualmente, quanto mais “agressiva”, mais aerodinâmica e mais atraente é a bike. Olhando as bicicletas dos atletas profissionais, observamos normalmente, que estas têm um desnível considerável entre o selim e o guidão. Mas será que esses conceitos são aplicados a todos os atletas?
Devemos tomar como base o princípio da individualidade biológica, que diz que cada ser humano é único e essa singularidade deve ser respeitada. Outro ponto a ser observado é que os profissionais, são atletas geneticamente privilegiados, além de terem uma enorme “bagagem” de anos praticando o esporte e na grande maioria das vezes um tempo disponível para treinamento bem superior ao dos atletas amadores, o que lhes dá uma condição diferenciada para suportar determinadas imposições feitas na busca dos melhores resultados.
Atletas amadores de provas curtas podem até se dar o luxo de não se preocupar tanto com conforto, mas atletas que pensam em participar de competições de Ironman e/ou de 70.3 não podem abrir mão desse quesito ou estarão fadados a pagar um alto preço na etapa de corrida e consequentemente no seu tempo final de prova.
A posição aerodinâmica nada tem a ver com o quanto seu guidão está baixo em relação ao selim (desnível). Tem sim, relação com o quão forte você consegue pedalar naquela posição, por quanto tempo e em que condições sairá para correr depois. A melhor posição aerodinâmica é aquela que você consegue sustentar quando está cansado! De nada adianta estar muito agressivo se você a toda momento muda de posição para relaxar o pescoço ou as costas, fazendo com que o arrasto aerodinâmico aumente.
Portanto, mesmo que sua bike não fique tão “bonita” pendurada na área de transição, pense que ela será mais eficiente e te levará em melhores condições a cruzar a linha de chegada!!!

Rodrigo Tosta, Coach – Rio de Janeiro, Brasil

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Desafio Dean Karnazes – Vídeo AtivoTV

Desafio 24 horas – Dean Karnazes from Ativo tv on Vimeo.

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Treinar para comer ou comer para treinar? – Dicas de Treinamento IronGuides

Este mês o coach Rodrigo Tosta, representante no Brasil da equipe IronGuides, nos apresenta um artigo diferente, mas totalmente dentro da filosofia de treinamento IronGuides. A alimentação…

TREINAR PARA COMER OU COMER PARA TREINAR?

A resposta à essa questão está muito relacionada ao objetivo e às expectativas que o atleta tem no esporte.
Se o atleta usa o esporte apenas como um estilo de vida e não tem grandes ambições além de se manter ativo e saudável, provavelmente a resposta será treinar para comer! Pois esse tipo de atleta não abre mão dos chamados “prazeres da vida” e sabe que, mesmo não se preocupando tanto com sua alimentação, a carga de treinamento exigida para se completar uma prova de triathlon, mesmo que seja uma prova curta, conseguirá se manter em forma e controlar suas taxas sanguíneas como triglicerídeos, colesterol entre tantos outros males causados pelo sedentarismo.
Agora, se o atleta tem como objetivo a melhora de suas marcas pessoais, pódio na categoria ou classificação para os mundiais, aí ele não terá escolha: precisará responder comer para treinar! Isso porque a nutrição tem fundamental relevância no rendimento do atleta, visto que é a principal fonte de energia para a realização das atividades esportivas e também para a recuperação pós-exercício. Para esses atletas, a alimentação faz parte do treinamento, pois é preciso ingerir alimentos saudáveis e que contenham os nutrientes necessários e certos para cada hora do dia. Para escolher melhor os alimentos, precisamos conhecer um pouco sobre seus índices glicêmicos (velocidade de absorção dos carboidratos) que podem ser altos (rápida absorção – pão, massas, batata, banana…), médios (absorção moderada – maçã, damasco…) ou baixos (absorção lenta – pão e massas integrais, inhame, abacaxi…). Além de suas propriedades, que podem ser antiinflamatórias (leite de soja e farinha de linhaça…), energéticas (café, chá verde…), regenerativa (whey protein, albumina…) e ainda anti-oxidantes (frutas cítricas, hortaliças e alguns legumes). A combinação correta entre esses alimentos, seus índices glicêmicos e suas propriedades é a chave para maximizar os efeitos do treinamento e atingir uma performance superior.
Imagine abastecer seu carro com aquela “gasolina batizada”? Com certeza, o rendimento do motor não seria o mesmo, não é? O corpo humano funciona da mesma maneira: com alimentos de baixa qualidade, altos níveis de gorduras e açúcares e carência de nutrientes, vitaminas e sais minerais, seu desempenho dificilmente será potencializado e mesmo com muito empenho nos treinos, a recuperação estará sempre prejudicada devido a esses maus hábitos alimentares.
Portanto, se você quer o melhor rendimento possível para o seu “motor”, não utilize combustível adulterado!

Rodrigo Tosta, Coach – Rio de Janeiro, Brasil

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XTerra Base84 – 3ª etapa

XTerra 2a 01.jpgEstá se aproximando a data da 3ª e última etapa do XTerra Base84 em Itu – SP.
No dia 31 de outubro os amantes das provas off road terão mais uma oportunidade de por a bike e os tênis na terra. Realizado próximo à cidade de Itu, no interior de São Paulo, contará com 750 metros de natação em lago, 20 Km de trilhas de montain bike e fechando com uma corrida de 9 Km entre trilhas, single tracks e estradas de terra.
Nesta etapa uma novidade… Além da prova de triathlon e da trail run, a etapa contará com o MTB Night Challenge, uma prova noturna de MTB em noite de lua cheia. O colaborador da prova é ninguém menos que Marcio Ravelli, logo poderemos esperar grandes desafios. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site da Ativo (www.ativo.com) até o dia 21 de outubro.

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Noite de Autógrafos – Dean Karnazes

Tenho que começar este post com um pequeno alerta, ele não tem quase nada de uma reportagem, tem mais uma cara de homenagem e demonstração de respeito e admiração.
Neste dia 15 de Setembro, na loja The North Face do Shopping Morumbi, Dean Karnazes autografou exemplares de seu novo livro, 50 Maratonas em 50 Dias, além de exemplares do primeiro livro, camisetas, DVD’s e tudo mais que aparecesse pela frente. Para fechar com chave de ouro esta série de eventos, Dean Karnazes mais uma vez esbanjou simpatia e sorrisos. É inacreditável mas para o cara não tem tempo ruim. Novamente encontrei grandes pessoas, revi os amigos que fiz neste final de semana, amigos que com certeza vão me acompanhar pelas corridas ao longo da vida. A fila era grande mas a atenção que ele dava fazia com que as pessoas que estiveram por lá se sentissem especiais. E meu aniversário, que foi neste dia, não podia ter sido melhor, um grande presente. Minha filha ao meu lado completou a alegria.
As fotos mostram o clima de festa que reinou por lá.
Dean, vá com a certeza que sua missão foi cumprida. Vá feliz, ajudar mais pessoas pelo mundo afora. Saiba que sua marca ficou por aqui.

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Pouco papo e muita imagem

Finalmente, demorou mas aqui estão. Fotos da largada do Dean Karnazes na Frutaria São Paulo no sábado dia 12 de setembro. Divirtam-se

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Classificados – Pinarello F3:13

Dando sequência à proposta de novas áreas de divulgação, temos agora uma nova boa oportunidade nos classificados. O mais importante, a procedência é totalmente segura. O site TR3S MEIOS tem a maior preocupação de divulgar anúncios apenas de conhecidos, não buscando nenhum retorno financeiro com esta divulgação. Um site de triatletas servindo aos triatletas.
Trata-se de uma Pinarello F3:13 full carbon. Trata-se na realidade de um pacote, não apenas a bike. Seguem abaixo as especificações e as fotos da bike. Contato direto com o dono da bike, dados no final do anúncio.

Pinarello F3:13 Azul e Branca
Tamanho 54
Full Carbon
Grupo Campagnolo Veloce 10X
Rodas Most Duel
Selim Selle Italia SLR Carbon 120g
Canote Most Carbon
2 Porta Caramanhola Tacx
Cateye Strada Cadence – Sensor de cadência
Capacete Bell Sweep R – Com ajuste para a cabeça
Sapatilha Shimano – Tamanho 44 EUR – 42BR
Bomba de Pé – RavX com marcador – 160PSI
Bolsa de selim da Curtlo

Preço do pacote: R$ 7.000,00

(11) 8505-0911
ribeiro.mauro@gmail.com
A bike está em São Bernardo do Campo.

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Desafio 24 horas – Trecho 3

Fiz minha parte. 7:00 da manhã deste domingo estava na Av. Paulista em frente ao Masp para a minha largada. Tudo dentro do programado, saímos por volta das 7:30. Ritmo tranquilo, tudo era festa. Alguns dos atletas que acompanhavam desde a largada continuavam firmes, seguindo ao lado da trupe. Aí o SOL resolveu aparecer, e com força total. A temperatura subindo cada vez mais, acabou forçando algumas paradas do grupo.
Durante o trajeto o papo rolando solto e as pessoas se conhecendo, e triatleta parace que tem imã. Acabei conhecendo alguns pelo trajeto, como o Rodrigo que já conhecia o site TR3S MEIOS através de um adesivo distribuído no Internacional de Santos e a Cláudia, que também já havia acessado o site. Ela uma guerreira, pois consegue conciliar seus treinos com 4 filhos pequenos (Acompanhe mais no Blog dela: ironmanumainsanidade.blogspot.com). Destaque também para a Paula da The North Face, que se preocupava com o bem estar de todos o tempo todo.
O pequeno trecho corrido, saindo da Av. Paulista, Pamplona, Jaú, 9 de julho, Faria Lima, Pedroso, Praça Panamericana, Pq Vila Lobos, Vd Jaguaré, Corifeu, Lineu de Paula Machado e finalmente chegando ao Pq Alfredo Volpi. 26 km e muito sol pelo caminho. Detalhe, a Cláudia ainda ia fazer mais uma parte do trecho seguinte!!!
Ao longo do dia eu vou preparar as fotos e subir aqui no site. Aguardem.

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Desafio 24 Horas – Foi dada a largada

Acabo de chegar da Frutaria São Paulo, na largada do Desafio 24 Horas – Dean Karnazes. O CARA vai passear por São Paulo nas próximas 24 horas, completando um percurso por volta de 150 km.
Nas primeiras impressões, o cara é muito gente fina, sorriso fácil no rosto, solícito a todos, não teve tempo ruim com ninguém. Ele autografou livros, camisetas (a minha inclusive), viseiras, bonés e por aí vai. E o grupo selecionado é simplesmente demais. Ficou apenas um ponto negativo, grandes ultramaratonistas do Brasil foram até lá, mas não haviam sido selecionados para correr oficialmente. Mas como entre os escolhidos estava também grandes atletas brazucas, não teve stress. Na largada estavam todos alinhados, os oficiais e os que mereciam estar lá, questão de merecimento puro, estes caras merecem mesmo. São os nossos e nossas Deans. Temos que valorizar os atletas brasileiros. Dentre os atletas presentes, Emerson Bisan, Tomiko Eguchi, Lucina Ratinho e por aí vai. Conheci alguns hoje, alguns eu já conhecia, mas o clima de amizade é imenso. Destaque também para o fotógrafo e corredor Harry, do site WebRun, um grande cara. Entre os amadores, revi um novo amigo que conheci na retirada do kit, Joel Leitão. Tudo isso regado a sucos e frutas à vontade para os convidados. Na largada, muita festa, rojões e uma multidão de fotógrafos tentar clicar o momento da melhor maneira possível, e eu não podia deixar de estar com a máquina em punho. Abaixo, algumas amostras da festa. Falta agora distribuir as fotos a todos, mas isso será um prazer.
Amanhã pela manhã eu me junto à trupe para encarar o meu trecho, 25 km saindo da frente do Masp.
Mando notícias quando chegar…

O CARA!!

O CARA!!

Largada

Largada

E começa o desafio...

E começa o desafio...

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Dean Karnazes em São Paulo – Desafio 24 horas

Para quem não conhece, Dean Karnazes é um ultramaratonista. Mas ele vai além deste simples rótulo. Dean, ou Karno, como é conhecido, busca sempre superar seus limites, seja em corridas longas, radicais, extremas, ou seja, onde o limite humano pode ser testado ele estará lá. Seu primeiro livro, O Ultramaratonista, virou um best seller. Um livro fácil de se ler, daqueles que a gente lê correndo!! O livro conta sua estória no atletismo até o momento que desanimado com os rumos ditados por seu treinador, pendurou os tênis e ficou longe das corridas por quase 15 anos. Com o retorno numa noite de comemoração de seu aniversário, partiu correndo com um tênis velho e de cueca samba canção. Daí por diante não parou mais.
Agora ele vem com seu segundo livro, que tem o foco na sua última superação, foram 50 maratonas em 50 dias no 50 estados americanos. Mais de 2100 km sem descansar decentemente. Dormia no ônibus que o levava de uma prova para outra.
E chegou o momento do lançamento do livro no Brasil e ele vem para São Paulo para promovê-lo. E na esteira um desafio: Correr por volta da cidade de São Paulo durante 24 horas. E o patrocionador resolveu promover a participação de atletas amadores para acompanhá-lo em alguns trechos. Crie uma frase dizendo: Por que eu devo correr ao lado de Dean Karnazes.
E eu, sempre metido a besta de escrever, resolvi mandar uma frase que dizia mais ou menos assim: Dean é o cara a ser seguido, por suas atitudes, sua postura e filosofia. E se eu pudesse, por que não segui-lo, correndo ao lado dele no desafio 24 horas…
Bom, o resultado é que este que vos escreve foi um dos escolhidos, que acompanhará O CARA na madrugada do dia 13 saindo da Av. Paulista. Acabei de chegar da loja The North Face do Shopping Morumbi onde fui buscar o kit de participação. Uma linda camiseta, um par de meias, um gel, uma bebida e para completar O LIVRO!! E tem mais, dia 15, Karno vai autografar os exemplares e este é nada menos que o dia de meu aniversário. Diria que este é um belo presente.
Fotos, vídeos e notícias em breve, aguardem…

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70.3 – Relato de Prova – Edson Maisonnette

Conheci o Edson em Santos, em fevereiro deste ano na minha árdua campanha de divulgação do site. Acabamos encontrando muita coisa em comum, da decisão de melhorar a qualidade de vida aos perrengues na água na natação. Mas a gana do cara em crescer no triathlon impressiona. E não podia ser diferente, acabou numa bela performance no 70.3 de Penha – SC. E como homenagem ao amigo, reproduzo aqui seu relato do final de semana da prova. Parabéns Edson, e a vaga para o mundial na Flórida é questão de tempo. Audaces Fortuna Juvat – O destino ajuda aos audaciosos.

Quinta-feira – 27.08.2009

Saí do trabalho por volta das 19:30. Minha passagem era algo meio louco, pois eu teria de dormir em São Paulo e viajar para Navegantes no dia seguinte. Chegando a Sampa, não tinha um hotel reservado e pude perceber que todos os hotéis razoáveis da região estavam lotados sabe-lá-Deus-porque. Com receio dos engarrafamentos, acabei dormindo em um “hotel” do outro lado da Washington Luís, pois só precisaria atravessar a passarela e nada me faria perder o vôo no dia seguinte.

Seria uma noite de sono tranquila. Seria. Apesar de ter colocado meu nome no despertador, colocado o relógio de pulso e o celular para despertar, eu acordava de hora em hora com medo de perder o avião. Deveria estar no aeroporto às 7:15. Enquanto isso ia tirando uns cochilos.

Sexta-Feira – 28.08.2009

7 horas da manhã. Cheguei a Congonhas e constatei que o aeroporto estava fechado por causa da neblina. Lá pelas 8:30 o aeroporto voltou a funcionar, mas havia outro probleminha: Navegantes (meu destino) TAMBÉM estava fechado por causa de Neblina. Não era possível! Organizei tudo para chegar a Navegantes antes das 10 da manhã e uma maldita neblina poderia atrapalhar tudo! Sem problemas, daqui a pouco abre o tempo e vai ficar tudo certo.

Comecei a ver outras pessoas com capacetes e rodas pelo aeroporto. Até que veio a notícia que Navegantes voltara a operar e poderíamos embarcar. Por volta das 11 horas entrei no avião. Esperamos até 11:40 para decolarmos, porque algum “gênio” despachou a bagagem e resolveu não viajar. “Senhores passageiros, de acordo com os procedimentos de segurança, devemos localizar a bagagem deste passageiro e retirá-la do avião. Obrigado pela compreensão”. Só o que me faltava. Ou algum retardado havia feito isso ou resolveram botar uma bomba justo no meu avião. Pelo sim pelo não, que retirem logo a bagagem e deixem a gente voar.

Cheguei a Navegantes por volta de 13 horas e liguei para o Cristian (grande amigo, triatleta e mecânico de bikes) e para o Rodrigo Pereira (meu treinador). Eles haviam ido na quarta de carro e já estavam por lá. Foram me buscar no aeroporto e seguimos até a pousada. Deixei as coisas e fui direto para a Expo, também conhecida como feirinha. Confesso que não achei nada demais. Porém, peguei meu número, as sacolas, encontrei alguns conhecidos e voltei para a pousada. Precisava organizar tudo, pois o check-in da bike seria no sábado.

No check-in tudo parecia muito organizado. Havia até uma tenda para manutenção de bikes, caso alguém precisasse. As pessoas também eram muito gentis. Quanto ao staff da prova, não tenho qualquer reclamação. Deixei lá a bike com mais duas sacolas e voltamos à pousada. Comecei a arrumar as coisas para o dia seguinte. Toda a comida estava organizada em uma sacolinha: Gel de carboidrato, rapadura, BCAA, L-Glutamina, Pílulas de Sal, Whey Bar, enfim, uma grande refeição. A área de transição abriria às 7:10 do sábado e eu queria estar lá bem cedo.

Sábado – 29.08.2009

Acordei ansioso pela prova. A área de transição abriria às 7:15 e fecharia às 9 e eu queria sair cedo do hotel. Cristian e Rodrigo, já mais experiente diziam para eu ficar tranquilo, mas eu não conseguia. Saímos do hotel umas 8:15 e nos dirigimos ao local da prova. Quando estávamos perto um engarrafamento. Não aguentei: “Porra, não venho mais com vocês para transição em prova nenhuma!! Estão vendo só? Estão vendo isso?” Eles me pediram calma mais uma vez e eu insistia: “Tenho que arrumar minhas coisas! Não vai dar tempo! NÃO VAI DAR TEMPO!!!!”.

Chegamos à área de transição umas 8:40. Cristian rapidamente me ajudou a arrumar as coisas na bike e disse:”Tá vendo? Não disse que era rápido?”. Já estava um pouco menos tenso. Até que coloquei a roupa de borracha e fui aquecer. Enquanto rodava os braços na água gelada pensava: não sei se isso é loucura, benção ou os dois.

A prova

“Atenção senhores, a temperatura da água está agradável, por volta de 19, 20 graus…” dizia o narrador. Desde quando 19 graus é agradável? Quando pensei isso um sinal. Começara a prova. Começa o Ironman 70.3.

Natação – 1.9km

Comecei com cuidado para não apanhar muito. Sobram muitos braços e pernas nessa etapa da prova e tomar um chute na cabeça não é nada agradável. Passei pela primeira bóia (300 m) e na segunda (600 m) já estava bem mais tranquilo. Toda hora um sujeito com uma roupa da Orca 3.8 me esbarrava. Que raiva desse cara. Comecei a forçar a braçada para me livrar do sujeito, mas nao adiantava. Eu nadava mais rápido, ele também. Foi bom porque acabou me distraindo durante os 38 minutos de natação. Aliás, péssima natação, mas fiz o melhor que pude. Saí da água em 281 (eram uns 600). Faz parte.

Bike – 90 km

Comecei a pedalar com vontade. Por volta do km 30 dores lombares. “Ô cérebro, avisa pra galera aí de baixo que eu não vou parar, viu?” Melhorou. Comecei a pensar na vida, nos amigos, no meu falecido pai, na família, enquanto ia passando um ou outro. Chorei um pouco. Não sabia se agradecia a Deus por ter me dado uma saúde perfeita ou a São Jorge por ser um guerreiro e ter força interior e mental. Na dúvida fiz os dois. No percurso de 3 voltas, havia uma bela subida. Escalava com fúria cada centímetro dela. E depois, obviamente uma descida sensacional. Aos que me já me viram pedalando, sabem que eu adoro uma descida. Enquanto alguns a utilizavam para descansar, eu descia o pé e gritava para saírem da minha frente. Olhava o cateye torcendo para chegar a 70 km/h. Foi quase. Na segunda volta eu vinha disputando posição com um cara até que ouvi um estouro. Pensei: “por favor, que não seja o meu”. Então vi o sujeito ficando para trás com o pneu furado. Depois um cachorro enlouquecido cruzava a estrada. E as pessoas gritavam: cachorro, cachorro! Foi engraçado, mas tive pena do bicho. Na volta seguinte ele estava lá ganindo. A organização colocou o bicho amarrado numa coleira e ele parecia querer acompanhar a galera de bike. Encontrei na minha segunda volta o “valente” Bruno Reis na bike. estudamos juntos no Colégio Naval e o cara tava lá também, castigado pelo sol. Algumas palavras de incentivo e segui em frente. Por todo o percurso crianças pediam: “Garrafinha, garrafinha”. Queriam as caramanholas que a gente ganhava com água e gatorade e ia despachando pelo caminho. Procurei dar as minhas aos mais novinhos. Por alguns momentos achei chato aquela molecada gritando, mas lembrei do meu afilhado e via a alegria deles ao ganhar uma simples garrafinha… Aliás, meu São Jorge e a foto do meu afilhado foram presas à bicicleta. E o vento? Até agora não entendi como pode ventar contra para os dois lados. Se alguém souber explicar, peço ajuda aos universitários.

2:45 minutos depois entregava a minha bike e começaria a corrida.

Corrida – Meia maratona – 21 km

Saí para correr e as pernas não obedeciam direito. Era por volta de 13 horas quando comecei a correr. Como diz um amigo meu, “O sol não é clemente”. Eram duas voltas de 10,5 km e a galera incentivava muito os participantes. Aos 5 km pensei: “Nego tá de sacanagem em botar uma subida aqui né??” Não. Botaram mesmo. No começo da primeira volta o Felipe, outro amigo meu, passou por mim e disse “vamos lá cara!!”. Acho que isso é uma das coisas mais bacanas no triathlon. As pessoas conversam, os amigos se incentivam, é legal mesmo. Em seguida passei pelo Rodrigo (ele já estava no sentido contrário) e disse: “Isso aí, moleque! Corre com o coração”. Era exatamente o que eu fazia. tava correndo com o coração e com a cabeça. Não podia e nem devia me preocupar com as pernas. No final da primeira volta um coroa veio correndo do meu lado. Parecia bem experiente de triathlon e me disse: “É, companheiro… O dia hoje tá daqueles não? Água fria, vento no ciclismo e esse puta sol na nossa cabeça”. Dei uma risada e concordei. Partimos para a segunda volta. Pedi mais sal à organização (isso mesmo, a gente perde tanto sal que tem de comer sal algumas vezes). E assim fui correndo. Quando faltavam 2 km para a chegada um sujeito me passou e abriu 200 metros. Tinha um “C” na perna dele, o que significava que ele era da minha categoria (masculino 30-34). Quando faltavam 400 metros para o final, notei que ele “quebrou” e resolvi dar um sprint para passá-lo. Consegui chegar na frente dele, o que não o deixou muito contente. Havia acabao de cruzar o portal e não acreditava: 5 horas, 12 minutos e 20 segundos.

Agora a boa noitícia: depois disso tudo tem massagem e comida à vontade! Hahahahahaha. Cheguei ao hotel exausto, mas muito feliz!

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